Brasil perde para Turquia na final da VNL e é vice pela quinta vez

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Seleção brasileira vence o primeiro set, sofre virada por 3 set a 1 e segue em busca do título inédito da Liga das Nações; próximo compromisso será o Campeonato Sul-Americano, em setembro, no Rio de Janeiro.

Por: Maxine Pereira

Jogadoras turcas comemorando ponto. ( Divulgação/VNL )
Jogadoras turcas comemorando ponto. ( Divulgação/VNL )

O sonho do título inédito da Liga das Nações Feminina de Vôlei (VNL) terá que esperar mais uma temporada. Na manhã de domingo (26) em Macau, na China, a seleção brasileira foi derrotada pela Turquia por 3 sets a 1, com parciais de 23/25, 25/23, 26/24 e 25/21, e ficou com a medalha de prata pela quinta vez na história da competição. O resultado garantiu às turcas o bicampeonato da VNL, repetindo a conquista obtida em 2023, enquanto o Brasil ampliou um jejum de títulos intercontinentais que já dura nove anos, o último foi o Grand Prix de 2017.

A seleção demonstrou evolução ao longo do torneio, superando adversários tradicionais e eliminando a atual campeã Itália nas semifinais, mas voltou a esbarrar na dificuldade de transformar boas campanhas em título na principal competição anual entre seleções

A ponteira Gabriela Guimarães, capitã e principal referência técnica da equipe, foi cortada da competição para dar continuidade ao tratamento fisioterapêutico e ao trabalho de condicionamento físico, visando sua recuperação completa para o Campeonato Sul-Americano, em setembro. A decisão foi tomada pela comissão técnica em conjunto com a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), que optou por preservar a atleta para a sequência da temporada.

O caminho até a final

O Brasil encerrou a fase classificatória na terceira colocação, com nove vitórias e três derrotas em 12 partidas. Durante a campanha, a equipe sofreu derrotas para Alemanha, Tailândia e Estados Unidos, mas manteve regularidade suficiente para avançar ao mata-mata entre as melhores seleções da competição. 

Nas quartas de final, as brasileiras enfrentaram o Japão, equipe que havia terminado acima na classificação geral, e venceram por 3 sets a 1 em uma atuação tranquila, marcada pelo equilíbrio entre o ataque e o sistema defensivo.

A semifinal reservou um dos confrontos mais aguardados da competição. Diante da Itália, campeã da edição anterior e considerada uma das favoritas ao título. Em uma partida equilibrada e decidida apenas no tie-break, a seleção venceu por 3 sets a 2. O resultado aumentou a expectativa pela conquista inédita, já que o principal obstáculo da competição já havia sido superado.

Do outro lado, a Turquia chegou embalada após eliminar o Canadá nas quartas de finais e a anfitriã China na semifinal. Lideradas pela oposta Melissa Vargas, uma das principais pontuadoras do torneio, as turcas alcançaram sua terceira decisão da VNL em busca do segundo título da história.

Como foi a final

 

Crédito: Volleyball world
Crédito: Volleyball world

O Brasil começou a decisão impondo ritmo forte. Com boa distribuição da levantadora, eficiência no bloqueio e agressividade no ataque, abriu vantagem logo nos primeiros pontos. A Turquia reagiu aproveitando alguns erros brasileiros, mas a seleção manteve o controle e fechou o primeiro set em 25 a 23.

O cenário mudou na segunda parcial. A recepção brasileira passou a sofrer maior pressão do saque turco, dificultando a construção das jogadas ofensivas. Ao mesmo tempo, o bloqueio turco cresceu na partida, neutralizando ataques das ponteiras brasileiras. Aproveitando o grande desempenho de Melissa Vargas, a Turquia venceu também por 25 a 23 e igualou o confronto.

O terceiro set foi o mais equilibrado da decisão. As equipes alternaram a liderança durante praticamente toda a parcial, mas a Turquia mostrou maior eficiência nos momentos decisivos. Com ataques precisos e menos erros, fechou em 26 a 24 ficando a apenas um set do título.

No quarto set, a equipe turca administrou a vantagem construída na metade da parcial, explorou os contra-ataques e confirmou a vitória por 25 a 21, encerrando a partida em 3 sets a 1 e conquistando seu segundo título da Liga das Nações.

Além da força ofensiva de Vargas, a Turquia apresentou maior eficiência nos bloqueios e soube aproveitar os momentos de instabilidade da equipe brasileira. O Brasil terminou a partida com bom volume defensivo, mas sofreu com a queda de rendimento na recepção e viu sua eficiência ofensiva diminuir após o primeiro set, fatores decisivos para a virada das adversárias.

Julia Kudiess é destaque na competição

Apesar do vice-campeonato, a seleção terminou a competição com um importante reconhecimento individual. A central Júlia Kudiess foi eleita a melhor bloqueadora da VNL 2026 após liderar o fundamento durante a fase classificatória, com 42 pontos de bloqueio, média de 3,5 bloqueios por partida. Kudiess foi um dos principais nomes da seleção ao longo do torneio, porém, sofreu uma grave lesão no joelho esquerdo durante a última rodada da fase preliminar e não pode disputar a fase final da competição, tornando a conquista ainda mais simbólica.

Mais uma prata na história da VNL

A medalha de prata amplia uma marca incômoda para a seleção brasileira. desde a criação da Liga das Nações em 2018 o Brasil já disputou cinco finais e terminou como vice-campeão em todas elas.

Brasil em finais da VNL:

2019: Estados Unidos 3 x 2 Brasil

2021: Estados Unidos 3 x 1 Brasil

2022: Itália 3 x 0 Brasil

2025: Itália 3 x 1 Brasil

2026: Turquia 3 x 1 Brasil

Apesar da frustração pelo resultado, a campanha confirma o Brasil entre as principais potências do voleibol feminino mundial. A equipe volta suas atenções agora para o Campeonato Sul-Americano, que será disputado em setembro, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, primeiro compromisso oficial após a VNL.

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