Livros - Publicado em 17.set. 22

Quando comecei Heartstaker, confesso que estava em dívida com Vic Mendes: conhecia todas as suas obras, mas ainda não tinha lido nenhuma. O que posso dizer desde já é que Heartstaker fez com que eu me apaixonasse instantaneamente pela escrita empolgante, cômica e ainda assim doce de Mendes, e podem ter certeza que seus outros livros – principalmente a duologia Florence e Robin – serão algumas das minhas próximas leituras.

Em Heartstaker, Kimberly é uma marrenta mercenária que perdeu os pais para um ataque brutal de uma criatura não humana, e desde essa tragédia vive em função de interceptar as tais feras que atacaram seus progenitores e entregá-las para sequestradores em troca de dinheiro para sair da cidade. 

Em uma dessas missões, Kim recebe a tarefa de sequestrar uma vampira de sua idade – o que ela não esperava é que a garota em questão era sua antiga crush de ensino médio e atual arqui inimiga, a charmosa Eleanor Belmonte.

O conto de Victoria Mendes tem tudo o que se espera para um romance eletrizante e emocionante para se ler sob as cobertas de uma fria noite de sexta-feira (que é o caso do momento em que foi lançado). Disponibilizado no Kindle Unlimited na madrugada de sexta, 16 de setembro, Heartstaker é o conto sáfico que eu afirmo com tranquilidade ser o meu preferido até agora. Embora eu tenha sentido falta de um pouco mais de aprofundamento das personagens, é compreensível este pequeno detalhe considerando o tamanho da história, e não acredito que isso represente um problema para um ótimo aproveitamento da jornada de Ellie e Kim. 

Além disso, a história conta com uma trope inusitada – não se trata somente de um enemies to lovers, mas de um friends to crushes to enemies to lovers (kkkk se é que posso chamar assim). É uma dinâmica interessante que traz um movimento muito envolvente para a trama, sendo o meu ponto preferido a resistência da te

imosa Kimberly em admitir que estava se (re)apaixonando por Ellie. 

 

“Por mais que Eleanor fosse uma assassina impiedosa, ela ainda era a mulher mais linda que a caçadora havia colocado os olhos; mas, se alguém perguntasse, negaria até sob tortura”

 

Mendes cria uma história deliciosamente apaixonante em poucas palavras, misturando romance com uma pequena aventura (e arrisco dizer que temos pitadas de mistério combinadas à narrativa), cativando desde o início com seu humor inserido de maneira perfeitamente natural, com detalhes simples que encantam e tiram boas risadas. Sobre o epílogo, posso dizer que é doce, apesar da montanha russa de sentimentos a que ele me submeteu nas últimas páginas. É, definitivamente, signo de ser uma referência para os contos nacionais na comunidade LGBTQIAP+, atingindo tudo o que foi prometido para os leitores fiéis em uma história cheia de representatividade, carisma e personagens pelas quais, se você for como eu, com certeza vão fazer você se apaixonar.





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