Colunas - Publicado em 18.ago. 22

No mês da visibilidade lésbica, tudo o que menos queríamos era estar falando sobre este tema. Queríamos estar comentando estas produções de histórias variadas que tivemos ao longo dos últimos anos. Mas urge uma necessidade de comentar em reflexão e buscar entender o motivo de estarmos perdendo espaço, em um tempo que a facilidade de consumir está há uma tela de distância.

Aclamação da crítica especializada, audiência, dramas, ficção-científica, não importa onde estão inseridas as séries com tramas lésbicas e bissexuais, aparentemente, em 2022, o final está sendo mesmo: o cancelamento. Sem dar nem a chance de concluí-las. De julho até os primeiros dias de agosto, tivemos três grandes baixas que se juntaram às outras duas e culminou ser impossível não questionar o que está acontecendo.

GENTLEMAN JACK (2019 – 2022, 2 temporadas)

Motivo do cancelamento: segundo Deadline “o cancelamento foi porque o programa estava entre as séries originais de menor avaliação da rede nos EUA.”

Série da BBC e HBO, foi cancelada após duas temporadas no começo de julho. Gentleman Jack era um drama lésbico que contava a jornada de Anne Lister (vivida por Suranne Jones na TV), mulher lésbica, proprietária de terras, que viveu no século 19. O papel de Anne Lister na comunidade lésbica é importantíssimo, pois Anne é considerada uma pioneira por ter vivido como quis em uma época em que mulheres nem direitos tinham. Sendo chamada hoje em dia como “a primeira lésbica moderna”, afinal, além de pioneira, Anne era uma visionária à frente de seu tempo. Como era significativo e importante trazer Anne Lister para os dias de hoje.

THE WILDS: VIDAS SELVAGENS (2020 – 2022, 2 temporadas)

Motivo do cancelamento: segundo Deadline “A reação ao drama adolescente foi mais moderada desde seu retorno em maio passado.”

Série do AMAZON PRIME, foi cancelada no finalzinho de julho após também duas temporadas. A história de The Wilds, um grupo de garotas que tentam sobreviver em uma ilha deserta, sem saber que estão participando de um experimento social, embora não seja tão original, tinha o seu diferencial: era o protagonismo totalmente feminino em tela. Tendo entre suas protagonistas duas personagens lésbicas, Shelby (Mia Healey) e Toni (Erana James), que de enemies to lovers vieram a se tornar casal, e movimentavam a narrativa. 

Além do fato de ser uma série teen, que conversava com seu público alvo, e muitas meninas jovens tinham as protagonistas como modelo e inspiração.

FIRST KILL (Primeira Morte em português – 2022, 1 temporada)

Motivo do cancelamento: a NETFLIX informou que a série não manteve estabilidade de audiência entre o começo e conclusão da produção, o que é necessário para a renovação.

Baseada nos contos de Victoria “V. E.”. Schwab, o drama vampiresco da Netflix tinha como ponto central o romance proibido de Juliette e Calliope. A primeira, uma vampira, a segunda, caçadora de vampiros. Quando Juliette chega a sua adolescência, precisa cometer a sua primeira morte para que possa tomar seu lugar entre uma poderosa família de vampiros, ela então coloca os olhos em Calliope. Mas Juliette não sabe que sua futura vítima é de uma família que caça vampiros. As duas acabam se apaixonando.

A série tinha, além do protagonismo feminino em tela, uma protagonista negra. Protagonistas lésbicas e negras não são vistas em tela aos montes como deveriam, principalmente numa grande plataforma como a Netflix, para o grande público. E mesmo sendo um show em que sua qualidade mediana de roteiro a produção sendo questionada, também precisamos dessas séries para chamar de “nossas”. O cancelamento de First Kill foi duramente criticado nas redes sociais, pois mesmo sendo uma das produções com maior audiência da plataforma no ano, é grande perda para o nosso público. 

LEGENDS OF TOMORROW (2016 – 2022, 7 temporadas)

Motivo do cancelamento: ainda sem um motivo exato, o que se imagina é ter sido cancelada devido a emissora CW estar falida.

Cada temporada com novos enredos, personagens e histórias, o que tornava a série viciante e nunca maçante. No geral, mostra um grupo de heróis que viajam no tempo para consertar erros na linha temporal, e para isso lutam contra vilões, criaturas mágicas, clones, alienígenas, tudo o que se pode imaginar, mas de uma maneira engraçada, às vezes triste, e sempre com um senso crítico sobre problemas reais como homofobia, machismo e racismo. A série teve uma representatividade LGBTQ, com vários personagens durante o show, e inclusive o casal protagonista Sara (Caity Lotz) e Ava (Jes Macallan)

Avalance foi um dos casais mais saudáveis e bem desenvolvidos, de uma briga para um primeiro encontro, com o tempo, namoradas, noivas, casadas e futuras mamães, tudo isso enquanto lutam lado a lado salvando o mundo. Ainda havia muitos detalhes a serem mostrados na história delas, e infelizmente, ficarão só nas nossas imaginações.

LOT tinha uma boa audiência, que inclusive, havia aumentado nessa sétima e última temporada, e tinha o dobro de espectadores de séries que foram renovadas pela CW. Depois de tantos anos no ar e ainda com uma boa audiência, Legends of Tomorrow merecia um final digno e bem feito, e não terminar de forma abrupta e com final em aberto.

BATWOMAN (2019-2021, 3 temporadas)

Motivo do cancelamento: ainda sem um motivo exato, o que se imagina é ter sido cancelada devido a emissora CW estar falida.

A jornada da heroína lésbica de Gotham, é um pouco conturbada nos seus bastidores. Ruby Rose, que fazia Kate Kane saiu do papel após expor sofrer abusos psicológicos e físicos por parte da equipe do show, e a troca de protagonista abalou a série. Mas, desde a segunda temporada, com o protagonismo de Javicia Leslie interpretando Ryan Wilder, que assumiu o traje de Batwoman, tinha uma forte representação: além da bissexualidade de heroína, ela era a primeira mulher negra no papel. 

Quando Leslie assumiu o protagonismo, a atriz chegou a comentar dizendo que ser a primeira Batwoman negra era uma responsabilidade incrível e, para ela, isso significava que ela tinha que ir além.

O ANO DE 2016 

Para aprofundar o objetivo deste texto, devemos voltar um pouco no tempo. Em 2016, a expressão “Bury Your Gays” (Enterrem Seus Gays em tradução livre) tomou força, o qual em um período pequeno de 30 dias, quatro personagens lésbicas ou bissexuais foram mortas em seus respectivos programas de TV, em emissoras diferentes.

Em fevereiro daquele ano, em Jane the Virgin da CW, Rose (Bridget Regan).  A “falsa morte” foi uma espécie de cliffhanger no show e para o público, ela sobrevive na temporada seguinte. Mas morre na temporada final, a quinta.

Sin Rostro's best moments in 'Jane the Virgin' – Film Daily

Em seguida, em março, o assassinato de Lexa (Alycia Debnam-Carey) em The 100 da CW.

Commander Lexa: sobre um tipo de mulher badass que eu não conhecia | ConversaCult

Na sequência, Kira (Yaani King) em The Magicians, da Syfy.

Is There Gay In It? — Kira Show: The Magicians Category: TV Show....

E na mesma semana, no domingo à noite, testemunhamos a morte trágica de Denise (Merritt Wever) em The Walking Dead da AMC.

Novos sobreviventes · Notícias da TV

Link: THR

E pasmem, não parou por aí. Foram tantas personagens só em 2016, que houveram threads no Twitter, segue uma delas.

A MORTE DE LEXA

The 100 Lexa Death Scene Pt 2 - YouTube

Podemos afirmar que o estopim da raiva e reação de fãs tenha sido com a morte de Lexa, em The 100. Na época, The 100 era uma das séries mais famosas. O drama pós-apocalíptico que começa no espaço, seguia a jornada de 100 jovens que retornam à Terra, e têm de enfrentar diferentes facções enquanto lutam por sobrevivência.

Lexa aparece na segunda temporada como personagem secundária. Com presença imponente, era a Comandante guerreira de seu clã, e acaba se apaixonando e entrando em um relacionamento de idas e vindas com Clarke, a líder do grupo de jovens.

Lexa se tornou a personagem mais popular da série. Maquiagens, trajes, acessórios eram recriados por fãs, tendo inúmeros cosplays dela. Os fãs de “Clexa” (Clarke e Lexa) foram encorajados e engajados pelo criador da série Jason Rothenberg, gerando assim um grande hype para a terceira temporada do show. O que era esperado? A união de Clarke e Lexa contra todos, e algo positivo diante aos eventos anteriores que aconteceram com o casal, afinal, ambas as personagens eram fortes e determinadas. Não aconteceu. Lexa foi morta acidentalmente após uma noite de amor com Clarke, por uma bala destinada a outra pessoa. E foi a gota. Os fãs sentiram que o show os enganou.

A raiva por essa morte é, até os dias de hoje, tão profunda que The 100 foi assombrada por anos pelos fãs de Clexa, e a série tinha um forte backlash nas redes sociais. Jason Rothenberg perdeu cerca de 15 mil seguidores no Twitter em apenas uma semana após a morte da personagem na época, a audiência também começou a cair (mas ainda assim obteve sete temporadas).

Na conclusão do show, Alycia Debnam-Carey retornou à pele da personagem em uma participação especial. Na ocasião, em um post no Instagram, ela compartilhou agradecendo aos fãs e à personagem; “Lexa sempre será uma personagem que sou incrivelmente grata por ter retratado (…) Esta foi uma ode ao amor que Clarke e Lexa compartilharam”. E de fato, Lexa é uma personagem popular da nossa ‘cultura lésbica e bissexual contemporânea’, a ponto de culminar na criação do evento Clexa Con, que visa a participação de personagens e histórias queer na televisão. Falaremos sobre isso nos próximos tópicos.

BURY YOUR GAYS

Bury Your Gays - TV Tropes

Fonte TV Tropes

Mas antes de falar da Clexa Con, devemos pontuar o que é o “Bury Your Gays”. A expressão, à época, veio acompanhada com um movimento de críticas e questionamentos de por quê essas personagens foram mortas, muitas vezes de maneiras desnecessárias nas narrativas.

Também conhecida como “Síndrome da Lésbica Morta”, que está em desuso desde 2015, remete a novela “Executive Suite” (1976), quando uma personagem lésbica, Julie, está atrás de seu interesse amoroso na rua e é simplesmente atropelada por um carro e morre.

“Personagens queer são mais propensos a morrer do que personagens heterossexuais. De fato, pode ser porque eles parecem ter menos propósito em comparação com personagens heterossexuais, ou que a suposta conclusão natural de sua história é uma morte precoce.”, de acordo com a página no TV TROPES (link) que contém o significado da expressão.

A página também comenta:

“O problema não é apenas que os personagens gays são mortos: o problema é a tendência de que os personagens gays sejam mortos em uma história cheia de personagens principalmente heterossexuais, ou quando os personagens são mortos porque são gays.

Outra questão, no entanto, é que as histórias em que os gays viveram tranquilamente suas vidas em paz são muitas vezes menos documentadas e consideradas menos dramaticamente atraentes para o público hétero, levando ao que ainda pode ser uma imagem distorcida do passado.

É também, no entanto, uma questão de um jogo de números. Mesmo quando há uma razão narrativa perfeitamente válida para os escritores optarem por matar o personagem, ou isso serve perfeitamente à história, muitas vezes é o caso de matar um personagem queer está removendo a única representação positiva dentro da narrativa. Além disso, dada a proporção de narrativas queer convencionais que terminam em tragédia, em comparação com aquelas com um final genuinamente feliz, qualquer adição à lista de mortos é frequentemente recebida com desânimo, não importa o quão tecnicamente bem executada.

O exato oposto é encontrado em “Preserve Your Gays”, que geralmente é uma reação a isso”

Embora a morte aconteça em toda e qualquer história e o tempo todo, porque claro, pessoas morrem, não estamos querendo dizer que personagens lésbicas/bissexuais nunca devam morrer. O questionamento é sobre uma questão equitativa. Finais trágicos destas histórias sempre foram mostrados de maneira desproporcional em comparação aos finais felizes, e se puxarmos mais o fio, é desproporcional aos finais felizes em histórias heterossexuais. Principalmente no Cinema, mas pior ainda na TV.

A seguir, um link que nos acompanha em nossa jornada no entretenimento, de 1976 a 2022. E infelizmente, sabemos que haverá mais.

“Todas as 225 personagens lésbicas e bissexuais mortas na TV e como elas morreram” (clique aqui)

CLEXA CON

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ClexaCon (inspirado em Clarke e Lexa, de The 100) teve seu início em 2017 como um ato de rebelião quando os escritores de The 100. Fazendo história com a primeira convenção de entretenimento para mulheres e aliados LGBTQ, a comunidade queer cansada com os mesmos finais trágicos, se uniu para criar esse evento. A proposta inicialmente foi e é até hoje, ser um final de semana anual onde “mulheres LGBTQ+, fãs e criadores não-binários de todo o mundo” se reunissem para “celebrar a representação positiva”, visando também mais a participação LGBTQ em criar, produzir e apoiar conteúdo voltado para a comunidade. 

O ClexaCon acontece anualmente desde então, e a cada ano o evento cresce mais. Todo ano reúne as mais diversas produtoras, escritoras, atrizes para painéis das séries do momento, principalmente as produções de Sci-fi e as que não atingem tanto o grande público. 

O evento é visto como o maior da nossa comunidade, e talvez, sendo uma conquista diante tantas perdas.

STREAMING

Crescimento dos streamings no pós pandemia. - Capítulo Estudantil IEEE RAS UFCG

Podemos falar que a virada de chave para uma “esperança” de mudança entre as mortes e finais trágicos tenha sido com o surgimento das plataformas de streaming, que mudaram a forma como vemos TV e como as produções para a TV são produzidas. Entretanto, quando o movimento Bury Your Gays retomou força, a Netflix já existia (lançada em 2012) e tinha no seu catálogo Orange Is The New Black, que é vista como uma das pioneiras do streaming.

Orange is the New Black": o que esperar da sétima e última temporada | GZH

A adaptação do livro de Piper Kerman, conta a sua experiência durante um ano em um presídio por ser cúmplice de sua ex-namorada traficante. A protagonista passa a conhecer várias mulheres de diferentes classes sociais, culturas e etnias. Orange passou a abordar mais amplamente a diversidade e temas mais sérios porque no espaço do streaming era possível, e o que se encontrou foi uma porta para conscientizar mais seus espectadores sobre algo que existe na vida real: as condições precárias do sistema prisional feminino em um dos países de maior potência no mundo.

Com isso, a série permitiu que as vozes dessas mulheres (no elenco predominantemente feminino) fossem ecoadas através da ficção, e o espaço às minorias foi-se dando a um imenso impacto sócio cultural que vimos ao longo de suas 7 temporadas. OITNB explodiu em popularidade e acumulou muitos prêmios.

Mas, Poussey Washington foi morta asfixiada na quarta temporada, no ano de…. Exatamente! O fatídico 2016! Nem OITNB escapou do Bury Your Gays.

Com outras plataformas de streaming sendo criadas, a demanda foi gigantesca, e passamos a ter muitas histórias, sobretudo, de todo o tipo. A liberdade para criá-las ficou mais acessível. Embora o crescimento de histórias LGBTQs esteja ainda acontecendo de forma gradual (a Disney+ como por exemplo, que tem conduta anti-lgbt entre seus empresários, e deixa tudo a cargo da subjetividade), nossas personagens passaram de coadjuvantes a protagonistas. Com isso, parecia haver esperança para nós em termos mais histórias boas, finais felizes. E até temos, em várias.

ATUALMENTE

Netflix Cancelled the Lesbian Vampire Series 'First Kill' After One Season | Them

Desta vez, não há mortes, mas sim cancelamentos de produções inteiras. 

Já estávamos em alerta com alguns cancelamentos, mas o de First Kill parece ter feito ressurgir a pauta Bury Your Gays. E é para tanto. A produção foi uma das grandes audiências da Netflix neste ano. E ainda que a “desculpa” do motivo do cancelamento tenha sido “estabilidade”, é de questionar; por que a plataforma continua renovando e aprovando histórias com narrativas piores e menos audiência?

Há muito o que falar, pensar e debater, mas não dá para negar que a ponta mais fraca dentre tantos cancelamentos seja exatamente a nossa. Desde orçamento e divulgação a audiência.

Seguindo o cancelamento de First Kill, se fizermos uma busca no Google procurando “lesbian shows cancelled” encontramos só neste ano, inúmeras matérias sobre os cancelamentos em massa, dentre eles, o site The Tab, que publicou uma matéria comentando que a “Netflix tem um problema em cancelar produções lésbicas e precisamos falar sobre isso” (clique aqui), frisando o fato de que apenas com exceção de OITNB, todos os demais shows da plataforma tiveram o mesmo final: o cancelamento.

Mas isso, claro, não é algo que vem acontecendo somente na Netflix, como foi mostrado no início deste texto, outras também o andam fazendo. E se esticarmos mais o assunto, poderíamos comentar produções que tiveram seus finais mais curtos, como Killing Eve, que foi encurtada para ser concluída na quarta temporada, após trocas de equipe de roteiristas a cada temporada. O resultado: final morno, baixa audiência, e, mais uma vez, a morte da protagonista.

A impressão que fica é que lésbicas e bissexuais, quando não estão sendo mortas, só servem como pano de fundo nas tramas heteronormativas. Mais como algo do tipo “lésbicas sim, mas protagonistas não”.

O que podemos fazer, então? Acreditamos que não há uma resposta que seja considerada certa ou adequada para essa pergunta, infelizmente. Indicar para assistir, para apoiar e comentar nas redes parece não estar mais fazendo efeito. A indústria ainda é controlada por homens e conservadores, empresas e empresários que visam mais lucro e menos representatividade. E o que vemos é que a cada passo para avançar que damos, demos dois para trás.

Estes shows são vistos como uma “salvação” ou um dispositivo de escape da vida real para muitas pessoas. Numa geração que sofre de imediatismo, ansiedade e depressão, tendo em nossa tela uma história clichê, uma história sobrenatural, a protagonista queer negra, a protagonista lésbica que não performa o feminino, a protagonista bissexual heroína de quadrinho, as protagonistas lésbicas adolescentes que estão descobrindo e aceitando a sua sexualidade traz para nossa cultura e nossa bolha a força e inspiração. Nós nos afeiçoamos a estes shows, nos apegamos às histórias, temos estas personagens como nossas favoritas, e o baque de ver essas mesmas histórias interminadas de maneira abrupta, ou suas mortes, é doloroso.

Para concluir, o Lesbocine foi criado para podermos compartilhar, buscar e informar sobre o que está voltado para o entretenimento em nossa bolha, mas compartilhamos do mesmo sentimento que outros portais sáficos também sentem: é frustrante ter que noticiar que estamos perdendo mais do que estamos ganhando. E nos faz sentir um gosto amargo ao ver que ainda há muitas produções favoritas que podem ser canceladas a qualquer momento, nos fazendo pensar que agora tudo que é voltado para nós já tem um “prazo de validade”.

Ao menos, na vida real, nossas histórias podem continuar.

 





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