Crítica - Publicado em 05.abr. 22
Diretor: Sam Levinson
Gênero: Drama
Duração: 2 temporadas
Ano: 2022
Sinopse:

Conforme o espetáculo continua, fragmentos de memórias colidem com o presente e o futuro.


Assista o trailer:

Euphoria S02E08 – All My Life, My Heart Has Yearned For A Thig I Cannot Name

Em suma, a temporada não convence, temos três ou quatro episódios interessantes, mas nenhum realmente fora da curva. 

Por: Anna Mol

O último episódio de Euphoria é bom, mas não sustenta uma temporada mediana.  É preciso dizer que se esperava mais da série. As tramas foram fracas e pouco exploradas. Em diversos momentos eu me via pouco envolvida com a narrativa criada. Euphoria conta com personagens muito bem criados, mas senti como se a série tivesse desperdiçado grandes potenciais dramáticos. Agora, com o anúncio da terceira temporada, confesso que não estou tão empolgada quanto estive para esta que se encerrou. Além disso, teremos que aguardar até 2024 por sua continuação, será que vale realmente a pena?

“All my life, my heart has yearned for a thing i cannot name” continua de onde o sétimo capítulo parou: Cassie, arrasada com o fora dado por Nate, se dirige ao palco e questiona todo aquele espetáculo criado por sua irmã,  e também diretora do teatro. Nesse momento, temos o tão aguardado embate entre Cassie e Maddy e vamos combinar que foi bastante morno.

O auge do episódio é o desfecho da história de Fezco. Um dos momentos mais dramáticos de toda a temporada. Isso porque o personagem é um dos mais humanizados durante os episódios. É quase impossível não torcer para que ele e Lexi fiquem juntos e que nada de ruim aconteça a ele. Sendo que, no instante em que Ashtray esfaqueia Custer, percebemos que não tem como a história de Fez ter um final feliz, pelo menos, não por enquanto. O tiroteio causado pela polícia e assistir a Fezco caído ao chão vendo seu irmão ser assassinado pela polícia é de tirar o fôlego.

A relação de Nate com seu pai Cal também é abordada no episódio. O personagem de Cal foi um dos mais bem construídos durante toda a temporada e não sinto que ele foi tão aproveitado quando poderia e, com sua prisão sinto que, na próxima temporada, podemos ver pouco de Cal. 

Não posso deixar de comentar sobre os longos minutos em que Elliot passa cantando sua composição para Rue. Tantos conflitos para serem resolvidos, personagens que mereciam destaque, histórias que poderiam ser desenvolvidas, mas Sam Levinson preferiu perder tempo de tela com algo que poderia ser solucionado com um diálogo ou até mesmo menos minutos de tela. Sinto que foi uma tentativa falha de comoção do público.

A trama de Rue mostra uma personagem que finalmente parece estar em paz, ao final, ela afirma não ter utilizado drogas até a conclusão de seu ensino médio. Provavelmente, o que veremos na próxima temporada, é a personagem da Rue lidando com os dramas gerados por seu antigo vício. Espero, também, a resolução do conflito com a mala de drogas, que acabou sendo esquecido nos últimos episódios. Afinal, a traficante perdoará Rue?

Em suma, a temporada não convence, temos três ou quatro episódios interessantes, mas nenhum realmente fora da curva. O roteiro é pouco desenvolvido e aqui, utilizarei de uma expressão que gosto muito: sem sal. Acredito que a segunda temporada de Euphoria é sem sal. Falta conteúdo, falta desenvolvimento, falta envolvimento. Espero que na próxima temporada, Sam Levinson possa nos surpreender com um produto realmente atrativo!





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