Crítica - Publicado em 08.fev. 22
Diretor: Sam Levinson
Gênero: Drama
Duração: 2 temporadas
Ano: 2022
Sinopse:

Jules e Elliot se aproximam, Maddy comemora o seu aniversário, Cal faz uma viagem pela memória


Assista o trailer:

Euphoria S02E04 –“You Who Cannot see, Think of Those Who Can”

 Em um geral, a segunda temporada pode ser descrita por uma simples expressão: sem sal.

Gatilhos: sangue, violência, nudez, abuso excessivo de drogas

Por: Anna Mol

O quarto episódio de Euphoria começa com Rue e Jules em uma estranha cena de sexo. Isso, pois Rue está claramente drogada e não consegue sentir absolutamente nada, precisando mentir para sua namorada que está curtindo o momento. A cena é intercalada por belas sequências de pinturas e filmes famosos, destacando que, quando se trata de questões visuais, a série continua impecável. 

Em sequência, temos uma interessante cena entre Jules e Elliot que se tornam cada vez mais íntimos e trazem algo interessante para a narrativa. Diferente do que se pode esperar, o desenvolvimento da história de Rue, ainda gira em torno do seu abuso de drogas e parece não sair disso. No episódio anterior tivemos o que aparentava ser um novo conflito dentro da narrativa: a mala lotada de drogas que estava em posse de Rue. Contudo, nesse episódio o tema só é abortado nos minutos finais, levando a personagem em mais um delírio causado pelo abuso dos entorpecentes. Inclusive, ainda parece impossível que Jules não perceba o quão drogada Rue está durante todo o episódio, o que claramente se torna uma falha grave de roteiro. 

Ao adentrarmos ao núcleo de Cassie, Maddy e Nate temos uma história estagnada. Nada parece mudar desde o primeiro episódio. Cassie conta um momento interessante nos primeiro minutos ao discutir com Nate. Ali é possível acreditar que algo finalmente mudará, mas logo tudo cai por terra ao decorrer do capítulo, visto que ela continua com os mesmos dilemas e não foge disso. Cassie é uma personagem extremamente complexa e que não está sendo bem aproveitada pelos roteiristas de Euphoria, merecendo muito mais do que o que vemos em tela. 

Quando se trata de Kat, não se tem o que dizer, justamente pelo fato da personagem não receber atenção até então. Ela foi um dos grandes destaques da temporada anterior e agora segue perdida dentre as tramas criadas pelos roteiristas. No quarto episódio seu principal momento é um pobre diálogo com Maddy a respeito de Ethan e suas frustrações em relação ao namoro. Kat segue abandonada e seus poucos momentos de aparição são irrelevantes para o decorrer do capítulo.

A história de Cal segue como a mais interessante até então. Nesse episódio ele revive  momentos de seu passado que foram apresentados no capítulo anterior, trazendo uma continuidade no desenrolar do seu papel na segunda temporada. Em seu monólogo conhecemos um pouco mais do personagem, que se diz sensível, mas não sendo capaz de demonstrar tal sentimento. O arco de Cal, até então, é tudo que a série precisava: momentos de tensão, desenvolvimento de personagem e desenrolar de narrativa. É importante que nos próximos episódios isso não se perca.

Em um geral, a segunda temporada pode ser descrita por uma simples expressão: sem sal. Os diálogos são rasos e pobres, falta emoção, falta narrativa, falta desenrolar. A série simplesmente falta. Euphoria continua nos oferecendo apenas uma bela fotografia e uma ótima playlist no Spotify.





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