Crítica - Publicado em 25.jan. 22
Diretor: Sam Levinson
Gênero: Drama
Duração: 2 temporadas
Ano: 2022
Sinopse:

Rue persegue um novo empreendimento comercial enquanto ajuda a forjar uma amizade entre Jules e Elliot. Cassie estabelece uma nova rotina, enquanto Lexi se dedica a montar uma peça da escola. Maddy está pensando em voltar com Nate e Cal encontra um alvo.


Assista o trailer:

Euphoria S02E03 – Big and Little Bullys

O terceiro episódio de Euphoria é bom e entrega novos conflitos. 

Gatilhos: sangue, violência, nudez, abuso excessivo de drogas

 

Por: Anna Mol

O terceiro episódio de Euphoria “Big and Little Bullys” começa nos apresentando um pouco sobre o passado de Cal. Descobrimos sua paixão por seu melhor amigo Derek, uma relação bem construída e expressa de maneira sensível. Cal, reprime a todo momento o que sente e acaba ficando com uma garota chamada Marsha, que mais tarde, se tornaria mãe de seu filho. 

A cena em que Cal beija Derek é profunda e a química entre os dois é inegável. A história me trás a vontade de saber ainda mais sobre o passado desse personagem, que com certeza renderia boas narrativas. Preciso destacar, também, a acertada escolha de trilha sonora, que se encaixa de forma satisfatória, colaborando ainda mais para maior imersão do espectador. De modo geral, as sequências iniciais são bem escritas, com boa direção e montagem.

Em seguida, temos o foco em Rue. Finalmente, com maior desenvolvimento de personagem e criação de novos conflitos realmente relevantes. Conhecemos um lado mais sombrio, que é aflorado pelo uso de drogas. Rue se mostra uma pessoa manipuladora, de certa forma insensível e que poderia fazer de tudo para conseguir a droga que deseja. O episódio nos trás a tensão e dúvida sobre o que acontecerá com Rue, agora que tem a posse de uma mala com U$10.000 dólares de drogas variadas. Zendaya, como sempre, nos entrega uma ótima atuação.

Há um aprofundamento das narrativas em “Big and Little Bullys”. Enfim temos Cal encontrando Fezco e tirando a limpo a história envolvendo seu sextape com Jules. A sequência na casa do traficante carrega tensão e momentos importantes para o desenvolvimento da série. 

Cassie também ganha destaque. E é preciso comentar a excelente atuação de Sydney Sweeney. A cena do banheiro em que ela parece, finalmente, explodir e colocar para fora tudo aquilo que tanto a aflige é um exemplo claro disso. O episódio instiga o espectador a se questionar até quando esse conflito interno durará e qual será o desfecho dessa história. Principalmente ao final, quando Nate aparece com flores na casa de Maddie, deixando Cassie o esperando sozinha.

Agora preciso falar sobre algo que vem me incomodando nessa temporada em geral. Um fato é que Euphoria quer fugir do padrão de séries adolescentes, mas é preciso colocar em tela tanto pênis? Chega em um ponto que não é necessário e me soa como uma imaturidade narrativa achar que essa é uma forma de disrupção ou inovação. A série já conta com alguns aspectos que fogem do padrão de produtos audiovisuais que narram histórias de adolescentes durante o ensino médio. Não é preciso colocar nudez de forma exacerbada para ser interessante ou até mesmo diferente.
No geral, “Big and Little Bullys” é o melhor episódio da segunda temporada de Euphoria. Temos, enfim, maior desenvolvimento das narrativas e geração de conflitos realmente interessantes. A segunda temporada começa a ganhar corpo e é preciso aguardar os novos episódios para perceber se, afinal, a série vai caminhar para bons momentos ou se continuará a nos apresentar um enredo morno e pouco cativante.





Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.